Saiba tudo sobre Hidrômetros

O hidrômetro é um aparelho de precisão utilizado em todo o mundo para medir o consumo de água (hidro = água, metro = medir).

A SAMOTRACIA usa hidrômetros de nível internacional, cujo rigor das marcações é garantido pela aferição do Instituto Nacional de Metrologia - Inmetro.

O aparelho é dotado de uma turbina que se move com a passagem da água. Ao girar, a turbina coloca em movimento um sistema de relojoaria que faz o mostrador indicar com precisão o volume de água que passa pela tubulação. Se o fluxo de água é pequeno, o ponteiro roda lentamente, indicando um consumo menor. Se o fluxo é grande, faz o ponteiro girar mais depressa, sinal de consumo elevado.

Se você mantiver o seu hidrômetro bem protegido, de acordo com as orientações da SAMOTRACIA na ocasião de instalá-lo, terá um aparelho funcionando regularmente por cerca de 5 anos.

Como regra geral, um hidrômetro desgastado provoca a queda (e não a elevação) do consumo medido, o que é identificado pela análise crítica computadorizada que a SAMOTRACIA faz de cada conta. Será a hora de programar a substituição do medidor.

IDENTIFICAÇÃO DO TIPO DE HIDRÔMETRO.
Existem hidrômetro de vários tipos. Eles variam quanto à marca, diâmetro e capacidade.

O que é marca do hidrômetro?
Marca: é o nome da Empresa que fabrica o hidrômetro.
Para seu conhecimento, existem várias marcas, conforme abaixo:

• Schlumberger
• Nansen
• Tecnobrás
• Turbimaxbrás
• Ningbo
• Tigre

O que é diâmetro do hidrômetro?
Diâmetro: é a medida em polegada do orifício de entrada do hidrômetro.

O que é capacidade do hidrômetro?
Capacidade: é o limite máximo de água que o hidrômetro pode registrar por hora ou por dia.

A capacidade do hidrômetro vem marcada na sua carcaça.
Assim como este hidrômetro com capacidade de 3 m3/h: o número vem abaixo ou acima da seta que indica o fluxo correto da água.

CUIDADOS E RESPONSABILIDADES.

• A instalação e manutenção do hidrômetro são executadas pela SAMOTRACIA ou através de pessoas por ela credenciadas.
• Ao ser instalado, o hidrômetro está calibrado e em perfeitas condições de uso.
• O aparelho é de propriedade da SAMOTRACIA, porém sua conservação e guarda são de inteira responsabilidade do cliente.
• O hidrômetro deverá ser bem cuidado e conservado, os lacres têm de ser mantidos intactos.
• Evite que pessoas não autorizadas mexam no hidrômetro.
• O acesso a ele deve estar sempre livre para facilitar o trabalho do leiturista.

NORMALIZAÇÃO
A fabricação, a especificação e a instalação dos hidrômetros obedecem às normas técnicas e portaria dos órgãos responsáveis.

No Brasil esses órgãos são ABNT e INMETRO.

Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT
Normas:
NBR 8009
NBR 8194
NBR NM 212
NBR 14005

Instituto Nacional de Metrologia
Normalização e Qualidade
Industrial - INMETRO
Portaria 246/00

Defeitos do hidrômetro Causas e conseqüências

As causas do mau funcionamento do hidrômetro devem-se à:

1. Desgaste das peças internas ocasionada pelo tempo de uso ou pela passagem da água em uma vazão elevada (acima da capacidade nominal do medidor) durante certo tempo:

- Modifica o erro de medição fazendo com que o medidor saia das faixas de medição definidas em norma. Para hidrômetros mecânicos de 19mm com 8 à 10 anos de operação pesquisa realizada pelo inmetro determinou o erro médio, para a faixa superior de medição, de +8,0%.

2. Defeito de fabricação, que acarreta folga nos roletes da relojoaria ou permite que o eixo da mesma saia de seus mancais quando submetido a uma batida forte:

- Altera o consumo medido, pois a leitura não é real e sim fruto do posicionamento aleatório dos roletes. Este problema acompanhará sempre o aparelho, sendo detectado quando feito o exame da relojoaria.

3. Perda da capacidade de magnetização dos imãs do sistema de transmissão:

- O medidor tende a parar, ou apresentar um movimento de "pára e anda" em função da vazão de abastecimento. O consumo medido é sempre menor que o real, ou mesmo não é lido. Também, é facilmente confirmado numa inspeção do hidrômetro.

4. Violação ou danificação do medidor com o objetivo de alterar a leitura, sendo o mais comum:

- Furar a cúpula da relojoaria e utilizar uma agulha para trancar os roletes, retirando-a quando na época de leitura

- Retirar o hidrômetro do cavalete, retirar o filtro e injetar no mesmo impurezas (como cola, pedrinhas, barbante, etc.) ou furar a câmara de medida com o objetivo de parar a turbina.

- Inverter o hidrômetro no quadro, deixando-o funcionar apenas metade do tempo no sentido correto.

- Romper o lacre, abrir o hidrômetro e frear os roletes com calços (palitos, pregos, etc.).

- Golpear ou queimar a cúpula do hidrômetro com a intenção de danificá-lo.

5. Vazamento na cúpula do hidrômetro, a água sai por cima do medidor.:

- O aperto dado no anel da cúpula quando da montagem não foi suficiente para garantir a vedação da relojoaria. O vazamento de água ocorre somente a partir de determinada pressão e quando isso acontece a mesma não é registrada pelo hidrômetro e nem altera o consumo, pois não ocasiona movimento na turbina da câmara de medida, ou seja, dos totalizadores da relojoaria.

- É bastante comum o usuário confundir os vazamentos no quadro ou cavalete, informando que é o hidrômetro que está vazando. Sem dúvida, a troca de um medidor pode acarretar vazamentos junto ao quadro, principalmente nas manutenções preventivas, pois os ramais tendem a esclerosar-se com o tempo e o problema manifestar-se horas após o serviço de substituição ter sido realizado Somente os vazamentos que ocorrem após o medidor são registrados pelo hidrômetro, podendo alterar o consumo.

Verdades e equívocos sobre medição de água:

E - O hidrômetro está funcionando sozinho: não há consumo de água e mesmo assim ele está girando e marcando, ele nunca pára.

V - O hidrômetro não inventa consumo. Se ele está girando e não existe nenhum ponto de consumo em uso no momento, significa que está ocorrendo um vazamento ou fuga não aparente.

E - Não havia ninguém na casa naquele período e foi medido um consumo de água, só pode ser problema no hidrômetro, pois agora que há gente em casa o aparelho está marcando bem menos.

V - O hidrômetro não anda sozinho. Significa que naquele período em que foi acusado consumo, algum item da instalação hidro sanitária operou de forma irregular. Podendo ser devido a presença de alguma impureza no seu mecanismo que, expulsa após certo tempo pela própria pressão da água, normalizou o funcionamento. Ou mesmo, o esquecimento de alguma torneira aberta, de uma válvula de descarga que não vedou totalmente, da torneira-bóia da caixa de descarga que não assentou corretamente ou estava dando passagem para a água acima de determinada pressão da rede.

E - O registro antes do hidrômetro está fechado e ele continua girando, portanto isto prova que o medidor está com defeito.

V - Este fato demonstra que o registro não está vedando totalmente. Há casos em que o registro está fechado, não sai água em nenhuma torneira e o medidor continua girando. Existe uma fuga não aparente entre o hidrômetro e o primeiro ponto de consumo da instalação, sendo que a quantidade de água que está tendo passagem pelo registro de entrada (aparentemente fechado) e saindo pela fuga tem vazão suficiente para ser detectada pelo medidor, mas insuficiente para atender mais de um ponto além daquele do vazamento.

E - O hidrômetro está embaçado, a leitura está ilegível, portanto o medidor não está lendo corretamente o consumo medido.

V - O embaçamento é causado pela umidade presente no interior do hidrômetro, que condensa na parede interna da cúpula da relojoaria, sendo bastante comum principalmente naquelas situações em que a relojoaria sofre variações brusca de temperatura. A partir de 95, o DMAE vem adquirindo e utilizando hidrômetros com a relojoaria selada, onde o mecanismo de redução e a própria relojoaria são montados numa cúpula hermeticamente fechada à vácuo e sem contato com a água, eliminando quase que totalmente a possibilidade do embaçamento.

Quanto ao funcionamento do medidor e, principalmente, quanto ao consumo medido não há nenhuma alteração ou prejuízo ao usuário, salvo a possibilidade de uma leitura errada, que na confirmação seria corrigida ou na próxima leitura seria compensada, portanto facilmente verificada..

E - O hidrômetro anda para trás e para a frente, mesmo quando não há consumo de água, portanto ele está com defeito.

V - O medidor quando indica este tipo de movimento está acusando o balanceamento de carga da rede naquele momento, principalmente quando há um desnível acentuado e o hidrômetro está na parte inferior. O ramal tem o comportamento de um pequeno pulmão, quando atua sobre ele uma sucção ou um vácuo originado na rede, devido a sua incapacidade de acompanhar imediatamente a alteração de pressão ocasionada pela variação instantânea de consumo.

Em condições normais é insignificante a diferença acumulada entre a medição da água que retornou e a água que já havia passado, podendo o próprio usuário através de leituras periódicas certificar-se da existência ou não desta diferença e da grandeza da mesma. e, se for o caso, recorrer ao Serviço de Saneamento para uma avaliação mais técnica.

E - Após a troca do hidrômetro, ele começou a andar mais rápido e meu consumo aumentou.

V - Como qualquer equipamento mecânico, o hidrômetro à medida que o tempo passa vai desgastando-se e diminuindo a sua sensibilidade (capacidade de registrar vazões muito baixas). Por isso, é possível que ocorra uma elevação no consumo após a troca do medidor, principalmente, se o antigo estava instalado inclinado.

Como todo o equipamento moderno, o hidrômetro sofre constantes evoluções tecnológicas, sendo que o emprego da transmissão magnética em substituição a transmissão mecânica proporcionou hidrômetros mais sensíveis, isto é, que registram vazões cada vez menores, com isso consumos que não eram registrados passam a ser medidos.

Nos hidrômetros magnéticos o dispositivo que indica a passagem de água deve por norma funcionar antes de qualquer totalizador, o que não ocorria com os mecânicos, daí a impressão de que o novo medidor está andando mais rápido, não significando um maior ou menor consumo que o hidrômetro anterior.

Em casos de dúvida quanto ao volume de água medido, o usuário pode fazer a sua própria aferição, para isso basta encher um recipiente graduado em qualquer ponto de consumo (a torneira de jardim ou do tanque) com uma quantidade de água (20 litros, por exemplo), fazendo as leituras do hidrômetro antes de iniciar o enchimento do recipiente e ao final quando fechar a torneira e parar o movimento do orientador, com o cuidado de não ser utilizado nenhum outro ponto enquanto realiza a experiência.
Dividindo-se o volume de água apanhado no recipiente pela diferença entre as leituras, multiplicando-se o resultado por 100 e, a seguir, diminuindo-se de 100 o valor obtido, tem-se o erro percentual do hidrômetro, que deve ficar na faixa dos ± 2%.

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